¡Manifesto de campanha do PAL!
PAL - Partido Anarquista Libertário

Estive pensando seriamente em comprar um carro novo. O meu, embora bem conservado, pois cuido bem dele, já tem mais de 5 anos, e o novo é sempre a melhor marca, não é mesmo?


Mas vejamos. Um carro novo de qualidade razoavel, vai custar em torno de R$25.000,00. Acrescente-se a esse valor 12% de seguro total, que é a média do mercado, o que dá uns R$3000,00 a mais. Mais uns 4% de IPVA, aproximadamente uns R$1.000,00. Mais emplacamento, seguro obrigatório, despachante (porque ninguém é de ferro) e taxas disso e daquilo, outros R$1.000,00 aproximadamente. Se houver financiamento, o que é quase certo já que a maioria dos compradores de carro é remedida, aí a coisa fica feia. São 4 a 5% de juros ao mês (ou seria só 1,5%, como dizem as montadoras?). Enfim, se eu tivesse disponível a bagatela de R$30.000,00 poderia estar gerando um empreguinho a mais em nossas garbosas industrias automobilisticas, o que, seguido por mais alguns brasileiros idealistas, faria o país crescer 0,00000000001%, criando mais empregos, rendas, tributos, etc.


Mas aí é que está o cerne da questão. Os veículos brasileiros e outros bens do tipo são taxados em quase 50% de impostos. A nossa gasolina comum, vagabundinha, contaminada e alcólatra, paga mais outros 65% de impostos. As autoridades de trânsito distribuem suas “educativas multas” à taxas elevadas, enquanto deixam de cumprir suas obrigações de conservar o imenso patrimônio rodoviário brasileiro que nos custou tantos sacrifícios e inflações passadas. Nossas ruas são asfaltadas por operações tapa-buracos, pouco a pouco, para que nossos governantes (eleitos e reeleitos) possam mostrar que estão trabalhando pelo povo e pelo nosso bem-estar! Como são “idealistas”, não?


Bem, seguindo este raciocínio irracional concluí que não posso comprar nada, nem carro, nem geladeira, nem uma cervejinha para relaxar, porque senão eles vão pensar que está tudo às mil maravilhas neste nosso patropi. Assim, as indústrias não produzem, nós não consumimos, o governo que tudo quer, nada leva, a inflação volta, os políticos e burocratas estatais fazem suas contas, chamam o FMI, fecham a contabilidade estatal, arranjam mais uma dividazinha para nossos filhos e os deles, e com algumas comissões a mais em dólares vão vivendo em seu paraíso.


Enquanto isso o maior dos cartéis, chamado CONFAZ, vai aumentando e generalizando seus impostos, bem equalizados, para ninguém tirar mais que outrem, e os estados vão falindo, falindo, e a roda-viva vai chegando: mais impostos, mais emprestimos, mais contas a pagar, mais salários para o poder publico, menos empregos, menos renda, mais remessas em dólares, e nós só queríamos ter o direito de trocar de carro de vez em quando, um novo eletrodoméstico, e roupas da moda passada.


Mas tem os juros do cartão de crédito de 14% ao mês, as contas do banco, o cheque especial, a prestação do seguro-saúde, as compras do mes, e o imposto de renda (?). Qual o que? Ainda pagamos imposto de renda, ICMS, IPTU, IPVA, IPI, INSS, FGTS, o hospital, os remédios, a conta de luz, o telefone (que sem ele não dá pra reclamar com o bispo, não?) É, vou votar pra presidente, vou votar pra governador, vou votar...


Quero convidar os leitores de bom senso a votar no PAL, o meu partido, o seu partido. O PAL (PARTIDO ANARQUISTA LIBERTÁRIO) tem que ser criado como um partido virtual, internético, liberto das opressões e dos opressores. Mas se voce é por acaso um destes que já governou alguma coisa ou pensa que já me representou, voce está virtualmente desfiliado do PAL, porque não aceitamos nenhum político, ou ex, nem como conselheiro. O nosso lema é muito simples PAL NELES! Também não queremos candidatos, somos candidatos de nós mesmos, pela fé na resistencia a tudo que está aí! Nada disto nos serve ou servirá, nenhum deles nada acrescenta, nada muda, tudo vai ficar exatamente como está. Quem sabe algum dia o povo realmente fará prevalecer seus anseios legítimos, e banir da vida pública esta corja de neo-isso, neo-aquilo, socialcoisistas e tal? Quem sabe um dia poderemos dizer que nossa geração não ficou de braços cruzados esperando a banda passar? Quem sabe poderemos qualquer coisa para fazer saber a ELES que nada do que dizem tem valor ou nos interessa? Que a nossa realidade é mais simples, direta, humana e responsável? Quem sabe? PAL NELES!